Mato Grosso deve registrar crescimento de aproximadamente 6% no consumo de óleo diesel em 2026, segundo análise do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Mato Grosso (Sindipetróleo). A projeção estadual supera a média nacional, que deve avançar cerca de 2%, conforme estimativa da consultoria StoneX.
O aumento está diretamente ligado ao desempenho do agronegócio, à expansão da área plantada e à intensificação do escoamento da produção. Como principal combustível utilizado no transporte de cargas, o diesel acompanha o ritmo das safras e da logística rodoviária, predominante no estado.
Diesel deve crescer 6% em 2026 em MT, acima da média nacional
Projeção do setor aponta avanço puxado pelo agro e pelo escoamento da produção. No Brasil, a estimativa é de +2%.
Projeção 2026 • Diesel MT x Brasil
Alta associada à expansão da área plantada e ao escoamento da produção.
Variação 2024→2025 • Diesel Histórico
Consumo no estado cresceu quase o dobro da média nacional no período.
Variação 2024→2025 • Gasolina tipo C Comparativo
Crescimento influenciado pela frota leve e pela migração do etanol quando perde competitividade.
Variação 2024→2025 • Etanol Queda
Apesar da retração, consumo é considerado resiliente pela produção local.
Setor monitora câmbio, tributos e petróleo no preço final
- Em MT, a logística é majoritariamente rodoviária — o diesel mede a atividade econômica.
- Safra e escoamento puxam o consumo e pressionam a demanda nas distribuidoras.
- Quando o etanol perde competitividade, cresce a tendência de migração para a gasolina.
Em Mato Grosso, o diesel é considerado um dos principais indicadores da atividade econômica. A dependência do transporte rodoviário faz com que o consumo esteja fortemente atrelado à produção agrícola, à circulação de grãos e insumos e à movimentação industrial.
Os dados mais recentes reforçam esse cenário. Entre 2024 e 2025, o consumo nacional de diesel cresceu 3%. No mesmo período, Mato Grosso registrou alta de 5,8%, praticamente o dobro da média brasileira.
Segundo o presidente do Sindipetróleo, Claudyson Martins Alves, o Kaká, o desempenho reflete o dinamismo econômico do estado.
“Esse resultado mostra o ritmo mais acelerado da nossa economia, especialmente no campo. Safras fortes e maior circulação de mercadorias consolidam Mato Grosso como um dos principais mercados consumidores de diesel do país”, afirmou.
Apesar do cenário positivo, o setor mantém cautela diante de possíveis impactos de mudanças tributárias, oscilações cambiais e variações no preço internacional do petróleo, fatores que podem pressionar custos e margens ao longo do ano.
Gasolina cresce mais que a média nacional
A gasolina tipo C também apresentou expansão. No Brasil, o crescimento foi de 5,1% no período analisado. Em Mato Grosso, a alta chegou a 7,5%.
De acordo com o Sindipetróleo, o movimento está relacionado à migração de consumidores do etanol para a gasolina, diante da perda de competitividade do biocombustível, além do aumento da frota leve e da expansão urbana.
“Com a gasolina ocorreu o que já prevíamos: houve uma migração mais intensa do etanol para a gasolina, que perdeu competitividade. Soma-se a isso a ampliação da frota leve e o crescimento das cidades”, explicou Kaká.
Já o etanol registrou retração de 2,3% no país e de 1,4% em Mato Grosso. Ainda assim, segundo o presidente da entidade, o biocombustível mantém estabilidade, sustentado pela cultura de consumo e pela forte produção local.