A produção de milho 2ª safra em Mato Grosso do Sul deve alcançar cerca de 11,1 milhões de toneladas no ciclo 2025/2026, representando uma redução de 20,8% em relação aos 13,9 milhões de toneladas produzidas na segunda safra de 2024/2025. As estimativas divulgadas pela Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja MS) indicam uma produtividade média de 84,2 sacas por hectare, valor 22% inferior às 108 sc/ha registradas no ciclo passado.
“As estimativas consideram um cenário de acomodação após a safra anterior, considerada atípica em função das condições climáticas favoráveis que contribuíram para níveis elevados de produtividade. Para o ciclo atual, a projeção indica rendimento mais próximo dos patamares observados na média histórica”, apontou o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena.
Segundo o levantamento inicial da , aproximadamente 2,2 milhões de hectares será destinada ao milho 2ª safra no estado, o que sugere leve aumento em relação ao ciclo anterior.
“Historicamente, a área dedicada ao milho segunda safra no estado apresenta oscilações nas últimas safras, geralmente variando entre 2,1 milhões e 2,3 milhões de hectares, conforme as condições de mercado, clima e estratégias adotadas pelos produtores”, afirmou o pesquisador.
Plantio de milho dentro do calendário agrícola
Nas lavouras, as operações seguem a todo vapor, a fim de garantir a conclusão do plantio e desenvolvimento da cultura dentro de uma janela mais segura do ponto de vista climático.
Na primeira semana de março, cerca de 65,7% da área estimada foi semeada, o equivalente a 1,4 milhão de hectares. O avanço ocorre paralelamente à colheita da soja, fase em que as propriedades operam em ritmo intenso para manter o calendário agrícola dentro do planejado.

Diversificação marca 2ª safra
Nos últimos anos, produtores sul-mato-grossenses têm diversificado as culturas da segunda safra como estratégia para reduzir riscos climáticos e otimizar o uso das áreas após a soja. Embora o milho siga como uma das principais opções, sua participação diminuiu.

Atualmente, o cereal ocupa cerca de 46% das áreas de sucessão, abaixo dos aproximadamente 75% registrados em anos anteriores. O restante das áreas é destinado a culturas como sorgo, milheto e pastagens, que ampliam a diversificação produtiva.
“Mesmo com variações naturais entre as safras, o milho segue como uma das principais culturas agrícolas de Mato Grosso do Sul, com papel relevante tanto no abastecimento do mercado interno quanto na cadeia de exportação de grãos”, finalizou Flavio.
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