Após um período marcado por altas temperaturas e ausência de chuvas regulares, os produtores de soja do Rio Grande do Sul deram início à colheita da safra 2025/26. De acordo com a Emater-RS, ainda são poucas áreas colhidas, que chegam a 1% do esperado. Nessa mesma época do ano passado, os trabalhos a campo já atingiam 5%.
Em boletim, a Emater-RS disse que as chuvas da última semana aconteceram de forma mais abrangente, proporcionando melhora das condições hídricas em parte das lavouras, sobretudo nas áreas implantadas mais tardiamente, que ainda mantinham potencial produtivo.
Ainda assim, em diversas localidades, os efeitos do déficit hídrico, ocorrido durante janeiro e fevereiro, já estão consolidados, limitando a recuperação fisiológica das plantas e determinando perdas irreversíveis. Nesta semana, a Emater reduziu para 19 milhões de toneladas sua projeção de safra de soja gaúcha neste ciclo. Houve queda de 11,3% se comparado às 21,4 milhões de toneladas projetadas antes do plantio da safra.
“Há grande amplitude nos rendimentos esperados entre propriedades e dentro de municípios, refletindo o padrão irregular das precipitações e a intensidade variável do estresse hídrico ao longo do ciclo”, pontuou a Emater-RS.
Neste momento, 59% das plantas de soja no Estado em fase de enchimento de grãos; outras 26% em estágio de maturação e ainda 11% das lavouras estão na fase de floração.
Sobre a previsão do tempo para os próximos sete dias, a Emater disse que a tendência ainda é de tempo firme na maioria das regiões do Rio Grande do Sul. Os acumulados de precipitação deverão chegar a 30 mm ao longo da semana. Em alguns pontos isolados da Fronteira Oeste e Campos de Cima da Serra, esse valor poderá ser ultrapassado. Nas regiões Central, Campanha e na porção mais a Sudeste, os valores previstos não ultrapassarão os 10 mm acumulados.