Seja Bem Vindo - 10/03/2026 23:35

Agro reage à alta do diesel e pede redução de tributos

Entidades do Agro reagiram à alta do preço do diesel e passaram a pressionar o Governo Federal e os Estados por medidas para conter o impacto do combustível sobre os custos de produção. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) chegou a solicitar, ainda nesta terça-feira (10), a redução imediata e temporária de tributos federais e estaduais sobre o diesel.

A confederação alega que o aumento ocorre em um momento sensível para o campo, marcado pelo plantio e colheita da segunda safra. Em ofício enviado ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a entidade pediu a revisão das alíquotas de tributos federais que incidem sobre o combustível. 

O preço do diesel chegou a apresentar aumento de 7,7% nos postos de combustível. – Foto: Agência Brasil

Entre os impostos mencionados estão o PIS/Pasep e a Cofins, que juntos representam cerca de 10,5% do preço do diesel. A CNA também encaminhou documento ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) solicitando discussão sobre os impostos estaduais, em especial o ICMS.

Segundo o presidente da CNA, João Martins, o aumento do diesel tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. Para a entidade, uma redução temporária dos tributos poderia amenizar os efeitos da alta do combustível, com reflexos nos custos logísticos, nos preços dos alimentos e na inflação.

Pressão no frete

A preocupação é compartilhada por outros representantes, como a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), que classificou o aumento como um fator que agrava a situação financeira dos produtores.

A associação destacou que o impacto do diesel ultrapassa o setor agropecuário e se espalha por toda a economia, já que a logística brasileira é dependente do transporte rodoviário. Em efeito dominó, a elevação do combustível tende a pressionar preços de alimentos, medicamentos e produtos essenciais.

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No ápice da colheita de soja, os preços afetam diretamente o valor cobrado pelo frete do grão. – Foto: Lucas Nunes/Sistema Famato

Além de medidas emergenciais, representantes do setor defendem soluções estruturais para reduzir a vulnerabilidade do país às oscilações do mercado internacional. 

Entre as alternativas apontadas está o fortalecimento da política de biocombustíveis, com o aumento gradual da mistura de biodiesel ao diesel. A discussão já considera o avanço da mistura para o B17 e, futuramente, metas ainda mais ambiciosas, como o B20.

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