Um avião agrícola totalmente autônoma começou a ser utilizada em lavouras de Mato Grosso. Trata-se do Pyka Pelican 2, equipamento elétrico desenvolvido pela startup norte-americana Fly Pyka e considerado atualmente uma das maiores aeronaves autônomas do mundo voltadas à pulverização agrícola.
Desde o fim do ano passado, o equipamento vem sendo utilizado na aplicação de defensivos em culturas como soja, milho e algodão nas propriedades da companhia Natter.
O sistema funciona de forma totalmente elétrica e autônoma, o que permite maior precisão na pulverização e reduz impactos ambientais no manejo das lavouras.
Capacidade de operação
A aeronave tem design semelhante ao de aviões agrícolas convencionais e realiza decolagem e pouso em pista, característica que amplia a autonomia de voo e a eficiência das operações no campo.
O equipamento possui capacidade para transportar até 300 litros de carga útil e consegue pulverizar até 90 hectares por hora, considerando uma taxa de aplicação de dez litros por hectare.
Segundo a empresa, a operação autônoma reduz a interferência humana e aumenta a precisão na distribuição dos insumos, além de diminuir perdas por deriva durante a aplicação.
Outro diferencial é a propulsão totalmente elétrica, que elimina o uso de combustíveis fósseis, simplifica a logística nas propriedades rurais e reduz custos de manutenção.
Avanço tecnológico no campo
Para o CEO da Natter, Rafael Bortoli, a chegada da aeronave representa um avanço no uso de tecnologias digitais na agricultura. Segundo ele, não se trata apenas de substituir combustível por eletricidade. Estamos incorporando inteligência de dados e autonomia total em uma operação essencial da lavoura. Isso significa mais precisão na aplicação, menos desperdício e maior eficiência para o produtor.
Com motores elétricos e sistemas de navegação independentes, o Pelican 2 surge como alternativa às aeronaves agrícolas convencionais, especialmente em operações de grande escala.
A adoção da tecnologia reforça o papel de Mato Grosso como um dos principais polos de inovação no agronegócio brasileiro, setor que tem ampliado o uso de automação e ferramentas digitais para aumentar a produtividade no campo.