Seja Bem Vindo - 05/02/2026 19:16

Coamo fecha 2025 com receita estável de R$ 28,7 bilhões

A sobra líquida atingiu R$ 2,019 bilhões, ante R$ 2,028 bilhões no ano anterior, uma retração de 0,4%. As sobras distribuídas aos cooperados, após a dedução dos fundos estatutários, somaram R$ 716 milhões, representando um aumento de 3,2% em relação ao valor distribuído em 2024. O número de cooperados atingiu 32,7 mil, contra 32 mil no ano anterior. A distribuição da segunda parcela das sobras será realizada nesta sexta-feira (6/2).

De acordo com o presidente do conselho de administração da Coamo, José Aroldo Gallassini, além das sobras de R$ 716 milhões, o valor distribuído inclui R$ 26 milhões de capital social aos cooperados com 65 anos ou mais e que completaram 10 anos de permanência na Coamo, R$ 14,5 milhões em ICMS, e R$ 66,3 milhões do programa Fideliza em créditos para aquisição de insumos agrícolas, máquinas, peças e produtos veterinários.

Galinari disse que o recebimento de soja alcançou 5 milhões de toneladas, ficando acima do volume recebido em 2024, mas abaixo da expectativa para 2025, que era chegar a 6 milhões de toneladas. “No ano passado algumas áreas tiveram perdas por causa do calor, que afetou a produção de soja, mas favoreceu o milho segunda safra”, disse Galinari. A produção de milho atingiu volume recorde de 4 milhões de toneladas.

A Coamo exportou 3,763 milhões de toneladas de commodities e produtos alimentícios, por meio dos portos de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC), gerando um faturamento de US$ 1,469 bilhão, contra 4,34 milhões de toneladas em 2024, com faturamento de US$ 1,878 bilhão.

Para 2026, a Coamo espera receber 20% mais soja que no ano passado, chegando a algo entre 6 milhões de toneladas e 6,3 milhões de tonelada. Em relação ao milho, a previsão é receber entre 3,6 milhões e 3,8 milhões de toneladas. Galinari disse que as vendas de soja estão atrasadas em relação à safra passada, atingindo cerca de 16%.

“Já tivemos anos em que a venda chegava a 30%, 35% nessa época. Isso é um fator que pressiona bastante a logística, que tende a ser um desafio nesta safra”, afirmou Galinari. Ele acrescentou que o cenário internacional apresenta estoques altos de grãos e safras cheias no Brasil, na Argentina e nos Estados Unidos, o que deve manter os preços pressionados ao longo do ano.

A Coamo informou ainda que investiu R$ 1,932 bilhão em 2025, com foco na expansão da capacidade produtiva e na modernização da infraestrutura. No ano, a cooperativa implantou um entreposto em Campina da Lagoa (PR), iniciou a construção de três postos de recebimento de produtos no Mato Grosso do Sul – em Amambai, Itahum e Dourados – e uma nova unidade em Sidrolândia (MS), reforçando a estratégia de expansão geográfica e de atendimento regional. A cooperativa também fez melhorias e ampliações nas unidades de beneficiamento de sementes.

“Este ano a Coamo ainda vai investir um pouco em armazenagem, nas unidades existentes. Também há expectativa de algumas aquisições que possam ampliar a capacidade de armazenagem”, disse Galinari. No fim de janeiro, a cooperativa comprou quatro unidades de armazenagem no Paraná, do fundo Pátria, com investimento de R$ 136 milhões. Juntos, os armazéns têm capacidade de 223 mil toneladas.

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