Os dados foram extraídos nesta segunda-feira (9/3) do sistema do Banco Central e compilados pela reportagem. Os números podem mudar de acordo com a data da consulta.
A queda nas concessões de crédito é mais acentuada nas operações de investimentos, de quase 22%, saindo de R$ 72 bilhões para R$ 56,2 bilhões nos períodos comparados das safras. O desembolso de custeio recuou 13,6%, para R$ 125,9 bilhões e o da comercialização caiu quase 19%, para R$ 21,7 bilhões. A liberação de recursos cresceu apenas para industrialização, com avanço de 50%, para R$ 23,4 bilhões. O número total de contratos também caiu 3%, para 1,5 milhão.
O Ministério da Agricultura ressaltou, em nota publicada nesta segunda-feira (9/3), que a contratação de crédito via Cédula de Produto Rural (CPR) de julho de 2025 a fevereiro de 2026 cresceu 39%, para R$ 163,4 bilhões. Esses dados não aparecem na consulta ao sistema do Banco Central, mas também são de operações realizadas por instituições financeiras a partir do recurso direcionado, que elas são obrigadas a emprestar aos produtores. Esses financiamentos são feitos majoritariamente para custeio, diz a Pasta.
Os principais programas de investimento acumularam recuos em relação à safra 2024/2025. O Moderfrota liderou as quedas, com retração de 49%, passando de R$ 6,85 bilhões para R$ 3,48 bilhões. O Proirriga registrou redução de 48%, enquanto o Inovagro recuou 33%. O Pronamp, voltado ao médio produtor, teve queda de 34%, passando de R$ 5,49 bilhões para R$ 3,65 bilhões. O Prodecoop foi o programa com menor variação negativa, com redução de 3%.
Segundo o Ministério da Agricultura, as fontes de recursos controladas totalizaram R$ 98,8 bilhões entre julho de 2025 e fevereiro de 2026, no recorte para médios e grandes produtores, sem considerar o Pronaf. O principal crescimento foi da aplicação de valores das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) na modalidade controlada, de 4.038%, para R$ 25,7 bilhões. O movimento é “reflexo de mudanças regulatórias que ampliaram o uso desse instrumento”, disse a Pasta.
Os recursos obrigatórios avançaram 5%, para R$ 36,0 bilhões, equanto a poupança rural controlada caiu 26%, para R$ 10,6 bilhões. Os fundos constitucionais recuaram 7%, para a R$ 13,1 bilhões.
As fontes livres alcançaram R$ 80,7 bilhões, com redução de 24%. A LCA livre recuou 36%, para R$ 41,1 bilhões, enquanto a poupança rural livre cresceu 28%, alcançando R$ 35,2 bilhões. O BNDES Livre registrou queda de 18%, somando R$ 3,8 bilhões.