O corretor de seguros Cido Santos, morador de Cuiabá, está em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e aguarda a reabertura do espaço aéreo após o fechamento temporário dos aeroportos no Oriente Médio. A medida foi adotada depois dos bombardeios realizados pelos Estados Unidos contra o Irã, nesse sábado (28), e que elevaram a tensão na região.
Cido está em viagem de férias com o companheiro e tinha planos de seguir para as Maldivas nos próximos dias. No entanto, com o espaço aéreo fechado ao menos até esta segunda-feira (2), ele aguarda um novo posicionamento das autoridades para saber se poderá continuar a viagem ou se será necessário retornar ao Brasil.
Segundo ele, a noite de sábado foi marcada por momentos de tensão. “Uma coisa é ver pela televisão, outra é estar aqui e imaginar que pode cair uma bomba a qualquer momento. A gente ficou muito apreensivo”, relatou.
Ele contou que estava em um shopping quando houve uma explosão nas proximidades. Parte de um artefato interceptado pelo sistema de defesa teria atingido um hotel próximo onde ele está hospedado.
Após os alertas emitidos pelas autoridades locais, turistas e moradores foram orientados a permanecer em locais seguros. Cido e o companheiro passaram parte da madrugada no subsolo do hotel.
“Recebemos alertas no celular para procurar abrigo, ficar longe das janelas e não sair para a rua. Foi uma noite muito tensa”, afirmou.
Apesar do susto, ele diz confiar no sistema de defesa local. “O sistema de defesa aqui é muito eficaz. A maioria dos mísseis e drones foi interceptada. Isso traz uma sensação de segurança”, destacou.
Neste domingo (1º), segundo ele, o clima já era mais tranquilo, mas a recomendação oficial segue sendo permanecer em casa. A internet e os serviços básicos continuam funcionando normalmente. O aeroporto de Dubai, um dos maiores centros de conexões do mundo, permanece com operações aéreas suspensas temporariamente.
A guerra
A escalada do conflito começou após ofensivas militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional, os ataques deixaram mais de 200 mortos e centenas de feridos. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, morreu durante a ofensiva, e um órgão colegiado foi formado para assumir o comando do país.
Enquanto acompanha os desdobramentos, Cido afirma que a prioridade é manter a segurança. “Estamos seguros e bem. Agora é torcer para que tudo isso acabe o mais rápido possível e possamos seguir viagem ou voltar para o Brasil em segurança.”
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