O médico veterinário e empresário, Marcelo Renck Real lembra o começo difícil da família ao tentar, 40 anos atrás, mostrar a importância da homeopatia veterinária no campo. Ele relata que eram alvo de bullying por pessoas que não acreditavam na eficácia dos produtos.
“Vocês não imaginam como a gente já apanhou. Já disseram pra nós que dávamos maconha para os bois ficarem calmos!”, relembra num misto de riso e mágoa.
A ferramenta para rebanhos foi trazida para o estado pelo pai de Marcelo, o médico veterinário e professor universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGD), Cláudio Real.
O produto age no sistema imunológico dos animais reforçando as defesas naturais permitindo maior resistência a doenças e pragas.
Marcelo revela que a empresa dele, o Grupo Real, que, além da homeopatia veterinária agropecuária, também tem indústrias de nutrição animal e de medicamentos homeopáticos para pets, investe “um valor significativo” em pesquisas para, cada vez, comprovar a eficácia dessa ferramenta.
Ele revela que há, em andamento, uma pesquisa com a Universidade de São Paulo (USP) para o uso de um medicamento homeopático para estimular o ciclo reprodutivo da fêmea para entregar mais resultados na pecuária.
Homeopatia e faculdades de veterinária
Ele também lamenta que muitas universidades de medicina veterinária tiraram das grades a disciplina de homeopatia.
“A homeopatia reduz a necessidade de usar produtos químicos no rebanho, uma exigência cada vez maior dos mercados internacionais”, diz ao defender que a ausência desses cursos só aumenta o desconhecimento sobre a eficácia da homeopatia.
Este é um corte do podcast Agro de Primeira MS. A íntegra pode ser vista no YouTube, no Spotify, ou clicando abaixo.