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Guerra entre EUA e Irã se intensifica após novos ataques de Israel contra Teerã

Os confrontos ligados à guerra entre os Estados Unidos e o Irã ganharam novos capítulos nesta quinta-feira (5), após Israel lançar uma série de ataques contra Teerã, capital iraniana. Segundo autoridades israelenses, os bombardeios tiveram como alvo estruturas ligadas ao governo iraniano.

A ofensiva provocou reação imediata. Mísseis disparados pelo Irã levaram milhões de israelenses a correr para abrigos antiaéreos em diferentes cidades do país.

Pessoas carregaram um ferido de um ataque conjunto de Israel e dos EUA a uma delegacia de polícia em Teerã, Irã. – Foto: Majid Khahi

O conflito, que já dura seis dias, passou a atingir áreas além dos países do Golfo e começou a se espalhar pela Ásia, provocando turbulência nos mercados globais e dificultando a saída de turistas e moradores do Oriente Médio, que tentam deixar a região em meio à escalada militar.

De acordo com a mídia estatal iraniana, mais de mil pessoas morreram no Irã desde o início da guerra.

Navio de guerra afundado

A tensão aumentou ainda mais após o naufrágio de um navio de guerra iraniano próximo à costa do Sri Lanka, na quarta-feira (4). O ministro das Relações Exteriores do Irã classificou o episódio como uma “atrocidade no mar”.

Segundo o governo iraniano, a fragata Dena, que participava de uma visita oficial à Marinha da Índia e levava quase 130 marinheiros a bordo, foi atingida sem aviso prévio enquanto navegava em águas internacionais. Pelo menos 80 pessoas morreram.

O chanceler iraniano afirmou que Washington “se arrependerá amargamente” pelo ataque.

Petroleiro atingido no Golfo

Nesta quinta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou ter atingido um petroleiro norte-americano no norte do Golfo Pérsico. Segundo a mídia estatal, o navio estaria em chamas.

O comunicado também alertou que, em tempos de guerra, a navegação pelo Estreito de Ormuz — uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo — estaria sob controle da República Islâmica.

Míssil interceptado na Turquia

Outro episódio que ampliou o temor de expansão do conflito ocorreu quando as defesas aéreas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) interceptaram um míssil balístico que teria sido disparado contra a Turquia.

A interceptação marcou a primeira vez que um país membro da aliança, localizado na fronteira entre Europa e Ásia, foi diretamente envolvido nos ataques relacionados à guerra.

O Estado-Maior das Forças Armadas do Irã negou ter lançado o míssil e afirmou que o país respeita a soberania da “nação amiga” Turquia, segundo comunicado divulgado pela imprensa iraniana.

Debate político nos EUA

Nos Estados Unidos, a ofensiva militar também gerou debate político. Na noite de quarta-feira (4), senadores republicanos bloquearam uma proposta que buscava interromper a campanha aérea americana contra o Irã e exigir autorização formal do Congresso para a ação militar.

Com a rejeição da medida, o presidente Donald Trump mantém amplo poder para conduzir a estratégia militar no conflito.

Em meio à escalada das hostilidades, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, conversou por telefone com o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, e reafirmou o apoio americano. Segundo nota divulgada pelo Ministério da Defesa israelense, Hegseth disse ao aliado: “Continue até o fim — estamos com vocês.”

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