Seja Bem Vindo - 12/03/2026 10:59

  • Home
  • Política
  • Irã amplia ataques a instalações de petróleo no Golfo

Irã amplia ataques a instalações de petróleo no Golfo

O Irã lançou nesta quinta-feira (12) uma nova onda de ataques contra infraestruturas petrolíferas e energéticas em países do Golfo Pérsico, ampliando a guerra que trava com os Estados Unidos e Israel e aumentando o temor de impacto no abastecimento global de petróleo.

Nos últimos dias, o regime iraniano intensificou bombardeios contra refinarias, depósitos de combustível e campos petrolíferos de países da região. Segundo autoridades locais, os ataques seriam uma retaliação à presença de bases militares norte-americanas no Oriente Médio.

Bombeiros trabalham para apagar incêndio em depósito de combustível em Muharraq, perto de aeroporto, após ataque. – Foto: Ministério da Informação do Bahrein

O governo do Bahrein denunciou um ataque iraniano a depósitos de combustível na região de Al Muharraq, área próxima ao aeroporto internacional de Manama, no nordeste da ilha. A ofensiva provocou um grande incêndio e uma densa fumaça, levando as autoridades a orientarem moradores a permanecer em casa.

Equipes de bombeiros foram mobilizadas para controlar as chamas na instalação.

Em Omã, depósitos de combustível no porto de Salalah também pegaram fogo após um ataque com drones ocorrido na quarta-feira (11), segundo a agência de notícias AFP.

Já a Arábia Saudita relatou um novo ataque com drones contra o campo petrolífero de Shaybah, um dos mais importantes do leste do país.

Ataques a navios aumentam tensão no Golfo

Além das instalações em terra, embarcações comerciais também foram alvo de ataques na região.

Um ataque ocorrido nesta quinta-feira contra dois petroleiros próximos à costa do Iraque deixou ao menos uma pessoa morta. Equipes de resgate ainda procuram desaparecidos, de acordo com a autoridade portuária local.

A televisão estatal iraquiana mostrou imagens de um grande incêndio em um dos navios atingidos.

Nas últimas horas, um porta-contêineres também foi atingido por um “projétil desconhecido” na costa dos Emirados Árabes Unidos, provocando um pequeno incêndio a bordo, segundo a agência marítima britânica UKMTO. Na quarta-feira, outros três navios já haviam sido atacados na região.

A escalada da violência ocorre enquanto o tráfego marítimo no estratégico Estreito de Ormuz sofre interrupções. A passagem é considerada uma das rotas energéticas mais importantes do mundo e por ela circula cerca de 20% de toda a produção global de petróleo e gás natural liquefeito.

Trump fala em derrota do Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira (11) que o Irã está “perto da derrota” e que a operação militar americana avança mais rápido que o previsto.

Trump também disse esperar que em breve haja “grande segurança” na região do Estreito de Ormuz e afirmou que forças americanas atacaram 28 embarcações iranianas que estariam instalando minas marítimas na área.

Apesar das declarações otimistas, o custo do conflito já é elevado. Segundo o jornal The New York Times, a primeira semana de confrontos custou mais de 11 bilhões de dólares aos Estados Unidos, com base em informações de fontes do Congresso.

Conflito pode se prolongar

A guerra começou em 28 de fevereiro, após bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra alvos no Irã. Desde então, o confronto se ampliou para vários países do Oriente Médio.

Israel afirma que não estabeleceu prazo para encerrar as operações e diz que ainda possui uma “ampla reserva de alvos” dentro do território iraniano.

Do lado iraniano, a Guarda Revolucionária — força militar ideológica do país — afirmou que pretende manter uma campanha prolongada para forçar a retirada das tropas americanas da região.

Ali Fadavi, um dos representantes da organização, afirmou que o Irã está preparado para conduzir uma “guerra de desgaste” que poderia atingir a economia dos Estados Unidos e até provocar efeitos na economia mundial.

O Exército iraniano também declarou que pretende atingir centros econômicos e bancos de países do Golfo. Já a agência estatal Tasnim citou empresas de tecnologia norte-americanas como possíveis alvos futuros, incluindo Amazon, Google, Microsoft, IBM, Oracle e Nvidia.

Especialistas avaliam que, com a ampliação dos ataques a instalações energéticas e rotas marítimas estratégicas, o conflito pode provocar efeitos diretos no preço do petróleo e na economia global.

  1. CPI do Banco Master: Cristiano Zanin é escolhido relator de pedido



VEJA MAIS

Globo acaba com verdadeira maldição e tem conquista com 2 armas poderosas

A Globo, tradicionalmente, enfrenta um primeiro trimestre desafiador na audiência televisiva. O período é marcado por…

Preços pagos pelo suíno vivo são os menores em dois anos

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as especulações geradas em torno…

Além da Band, 2 canais poderosos garantem transmissões das séries C e D do Brasileirão

A temporada 2026 do Brasileirão Série C e D terá mais transmissões do que nunca.…