O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer ameaças ao Irã neste sábado (7) e afirmou que o país poderá sofrer novos ataques.
Em uma publicação na rede social Truth Social, o republicano declarou que novas áreas e grupos de pessoas podem se tornar alvos das forças americanas.
“Hoje, o Irã será duramente atingido. Áreas e grupos de pessoas que não eram considerados alvos até este momento estão sob séria consideração para destruição completa e morte certa, devido ao mau comportamento do Irã”, escreveu.
Na mesma postagem, Trump afirmou que o Irã deixou de exercer influência na região. Segundo ele, o país não seria mais o “valentão do Oriente Médio”.
“O Irã não é mais o ‘valentão do Oriente Médio’, mas sim o ‘perdedor do Oriente Médio’ e continuará sendo por muitas décadas, até se render ou, mais provavelmente, entrar em colapso total”, disse.
O presidente americano também afirmou que o Irã teria pedido desculpas e se rendido aos seus vizinhos na região, prometendo interromper novos ataques.
Segundo Trump, essa mudança de postura teria ocorrido após ofensivas militares conduzidas pelos Estados Unidos e por Israel. Ele afirmou ainda que países do Oriente Médio teriam agradecido pelas ações.
Resposta do Irã
Mais cedo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, respondeu às declarações de Washington e afirmou que a exigência de rendição incondicional feita pelo governo americano é irreal.
De acordo com ele, essa ideia é “um sonho que eles deveriam levar para o túmulo”.
Pezeshkian também pediu desculpas pelos ataques realizados pelo Irã contra países da região e afirmou que novas ofensivas seriam interrompidas. Segundo o líder iraniano, as ações teriam ocorrido por falhas de comunicação dentro das forças do país, conforme informações da Associated Press.
As declarações ocorrem em meio a uma escalada de tensão no Oriente Médio. Segundo a Associated Press, forças iranianas realizaram ataques intensos contra países árabes do Golfo durante a madrugada deste sábado.
Ao mesmo tempo, operações militares conduzidas por Israel e pelos Estados Unidos continuavam com bombardeios contra alvos dentro do território iraniano, ampliando o risco de agravamento do conflito na região.
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